Faz tempo que tenho me atentado ao abservar a vida! Aos atentos e apegados aos erros gramaticais, que talvez já tenham franzido a sobrancelha na primeira frase deste pequeno desabafo, vamos lá! Respire fundo e chegue junto. Estou a brincar com as palavras: abservar significa absorver ao observar.
É que tudo o que nos rodeia, nos permeia de algum modo. E é incrível como, regularmente, as impressões e experiências negativas nos causam tamanho impacto, anestesiando toda nossa corporalidade, nossos sentidos e nossa disposição para qualquer outra coisa que se apresente. E além do referido efeito anestésico, também o efeito papagaio: basta qualquer coisa sair de dentro do planejado, basta algo ruim nos acontecer, que pensamos na maldita experiência 4323 vezes no dia. Quando não ficamos repetindo para todas as pessoas em nosso redor, a fim de justificar nosso estresse naquele dia, nosso mal-humor, a falta de sensibilidade, dentre outros tantos elementos que todos nós sabemos bem!
Pois foi aí que o vento veio, ligeiramente, e começou a soprar em meu ouvido num tom bem desafiador: "vocês, adultos, são profundamente miseráveis! são lobos que só tem olhos grandes para o que querem ver, só tem ouvidos para o que querem ouvir e, no final, querem mesmo é comer criancinhas!"
A princípio, não entendi bem. Que terrível pensar assim! Eu jamais pensei em comer criancinhas! E poxa, eu, miserável?! Eu que busco, diariamente, construir um mundo melhor?
Foi então que passei a observar a mim e aos adultos que me rodeiam, e sem delongas, compreendi!
Nós, adultos, ao nos deixarmos ser anestesiados e agirmos feito papagaios frente as dificuldades e negatividades da vida, alimentamos este lobo faminto que existe dentro de nós. Matamos nossa criança interior que, se saudável e em liberdade, certamente muito nos ensinaria sobre resiliência e superação. Enquanto professora, tenho o privilégio de acompanhar de perto a essência que rege a criança em seu desenvolvimento: a vontade de brincar e brincar em qualquer circunstância; o desejo inato pelo que é belo e, por fim, o que se tem de mais fantástico nas crianças: a inigualável habilidade de deixarem o que não compete ao brincar e ao belo fluir para bem longe de suas vidas!
Como esta reflexão toda fez muito sentido na minha vida e me ajudou a desembaçar as lentes de meu óculos, e limpar a cera de meu ouvido, preciso exemplificar pra deixar assim, o mais claro possível pra quem esteja lendo:observem uma criança bem novinha, por volta dos 3, 4 anos de idade, brincando com os amiguinhos num parque. Se de repente alguma se machuca, abre-se o berreiro. Mas aquele choro, logo que acolhido e vivido, rapidamente passa. A criança parece se esquecer de tal machucado e pronto, já volta para a brincadeira, lembrando-se dele em raros momentos nos dias que correrão junto dele.
Outro exemplo muito comum na escola são os momentos de conflito pessoal. Um amigo que chateia o outro, aquele que por ventura deixa escapulir um empurrão e a outra colega cai! Sim, claro que são momentos delicados e inTensos. Mas vivido o conflito, e as vezes tão ligeiro quanto nós adultos não conseguimos mais acompanhar, já estão lá, brincando novamente, com se nada tivesse acontecido.
E assim as crianças vivem num pleno estado de brincadeira e recomposição. E é isso que sinto minha alma implorando: alimentemos nossa criança interior! Já são muitos que deram ao lobo sua criança interior e, com efeito, vemos para todo lado adultos cansados, insatisfeitos, reclamões, anestesiados...
E depois de alinhavar todos estes pensamentos, eis que o vento volta a sussurar no meu ouvido: "muito bem, muito bem! é chegada a hora de abservar! o desafio está dado: diariamente, escolher uma bela observação para absorver e compartilhar".
Desafio dado, desafio aceito: em primeiro lugar, é preciso negar a anestesia do que é negativo, pois que anestesiados, deixamos de perceber o que o mundo nos apresenta. Para isso, pequenas doses de observação do que permeia o belo e o bom. Precisamos nos obrigar a encontrar e compartilhar o que de bom, belo, gostoso nos é apresentado durante o dia.
No começo achei estranho. Parecia assim, bobagem. Tive medo, me questionei "ah, mas isso é, de fato, muita infantilidade". Como se infatilidade significasse imaturidade. Como se as crianças, nos exemplos mencionados aqui atrás, não nos dessem um grande show de maturidade, comparado nossa incrível maestria em ficar reclamando, lamentando, se arrastando pelos dias.
Felizmente, a persistência é uma das minhas mais fortes qualidades. E nesta brincadeira, proposta pelo vento, provocada pelo tempo e provada pelos meus sentidos, senti-me transformAr. Tenho respirado moléculas de admiração e encantamento. E expirado gratidão e esperança. Na prática diária de observar o que se apresenta de bom e belo, o que no começo parecia difícil e vergonhoso, virou uma caderneta aérea: passeando por ai, descobri quanto tesouro e quanto alimento o Universo nos disponibiliza diariamente. E assim vou anotando, absorvendo. O papagaio também se alimenta e passa a repetir, agora num tom contagiante, todas as belezuras descobertas, levando o lobo a um profundo estado de sono e aos demais humanos viventes, o convite para entrarem nesta brincadeira e aceitarem o desafio.
E assim, me despeço. Saúdo a criança interior que existe dentro de cada um de vocês! Que vocês possam acordá-la afim de que elas os motivem a tal brincadeira! E que vocês possam compartilhar esta incrível experiência comigo e com o mundo!
Podemos trocar partilhas diariamente, semanalmente, mensalmente. O importante é, de vez em quantinho, e quando mais puder, estejamos acordados e despertos, sem qualquer efeito anestésico!
Sintam-se abraçados como me senti hoje, ao passar por uma árvore cheia de flores rosinhas, cujas flores pareciam pequenas rosas desabrochando, de cheiro tão doce, mas tão doce, que me fez lembrar chocolate! Não sei como se chama tal árvore (assim que descobrir, farei questão de compartilhar), mas por enquanto eu a apelidei de Arvonita Docerosa! A árvore mais bonita, doce e cheirosa da rua!
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Agnes Herczeg
Esculturas em renda
http://divaholic.com.br/arte/as-esculturas-de-renda-de-agnes-herczeg/
http://divaholic.com.br/arte/as-esculturas-de-renda-de-agnes-herczeg/
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Dos diversos mundos
Desde pequenininha é "olha que gracinha, como é serelepe" daqui, "nossa, mas que simpatia né! como conversa, como fala!" de lá, "nossa, mas como se entrosa bem essa menina, não?". É... uma criança bem fácil de lidar, bem amável, bem amante. Este encantamento das pessoas para comigo, no entanto, me parece reflexo do proporcional fascínio que tinha eu, pelo mundo.
Verdades sejam ditas, apesar da facilidade do relacionamento, muito fui sentida como problema na escola. Imaginava de mais, criava de mais. Criava além dos momentos de desenho livre da aula de artes, ou do teatro. Se não podia ter algo que queria muito, em meu imaginário infantil tratava de fazer esse desejo tornar-se possível. Mas que perigo, que perigo! Isso não pode. Não pode inventar um mundo para ser feliz... há de se encontrar a felicidade dentro da realidade possível. Também não é muito bom ficar dando atenção pra essa história de amigo imaginário.
"Que futuro esperamos de uma criança que inventa tanto?" A minha reação diante das repreensões e questionamentos, sempre por parte da escola: confusão. Não entendia onde minha vida imaginária era tão prejudicial ou maléfica. Teríamos de ser felizes só dentro da realidade possível e nuclear? A tempo: de que realidade estamos falando? Aquela que só se conquista mediante dinheiro? Existem outras realidades possíveis?
Mas minha mãe deixava, em casa sim, liberdade. Na escola aprendi que só podia falar sobre algumas coisas, e a duras custas em minha primeira década de vida sabia que era preciso agir pela convenção. Era preciso criar máscaras (e nem imaginava que teríamos um imenso depósito de máscaras ao longo da vida!). A sorte - e até mesmo o privilégio, ouso dizer - é que a minha casa era, em verdade, um planeta mágico. Era minha oca, e também meu reinado. Na minha casa, as máscaras ficavam na porta da rua e eu podia construir sim minha realidade, inventando - com sabores e dissabores, alegrias e dores, aquilo que enquanto criança precisava para ser feliz.
A medida que cresci, fui percebendo que essas coisas sempre aconteceriam: por um determinado momento, meu mundo interno era a igreja Protestante. Da mesma maneira, muitos me repreendiam - porque repreender não se faz apenas com palavras, se faz com olhares, com suspiros, com gestos - ou então, muitos não compreendiam. Nesta época, agora era na minha casa em que eu tive que aprender o que falar. Só poderia falar algumas coisas (não porque fui proibida, mas simplesmente por não me sentir compreendida). A igreja, a casa das amigas evangélicas, passaram a ser o refúgio dos pensamentos contidos.
Tantas coisas mudam. Nunca me imaginei evangélica. Mas fui, e durante esse tempo, foi maravilhoso. Até hoje não consigo encontrar pontos que realmente me convençam de que tenha sido algo negativo. Mas como tudo muda, a gente amadurece. E assim foi... hoje não consigo me enxergar mais nessa doutrina.
Mas lembrando, é o eterno ciclo: uma coisa vem, vai, outra aparece. E assim como os planetas giram em torno do Sol, nossos mundos vão girando em torno de nós. E vão encontrando lugares que possam ser compartilhados. Compartilhados? São tantos os viajantes! Será que alguém realmente já esteve só?
Verdades sejam ditas, apesar da facilidade do relacionamento, muito fui sentida como problema na escola. Imaginava de mais, criava de mais. Criava além dos momentos de desenho livre da aula de artes, ou do teatro. Se não podia ter algo que queria muito, em meu imaginário infantil tratava de fazer esse desejo tornar-se possível. Mas que perigo, que perigo! Isso não pode. Não pode inventar um mundo para ser feliz... há de se encontrar a felicidade dentro da realidade possível. Também não é muito bom ficar dando atenção pra essa história de amigo imaginário.
"Que futuro esperamos de uma criança que inventa tanto?" A minha reação diante das repreensões e questionamentos, sempre por parte da escola: confusão. Não entendia onde minha vida imaginária era tão prejudicial ou maléfica. Teríamos de ser felizes só dentro da realidade possível e nuclear? A tempo: de que realidade estamos falando? Aquela que só se conquista mediante dinheiro? Existem outras realidades possíveis?
Mas minha mãe deixava, em casa sim, liberdade. Na escola aprendi que só podia falar sobre algumas coisas, e a duras custas em minha primeira década de vida sabia que era preciso agir pela convenção. Era preciso criar máscaras (e nem imaginava que teríamos um imenso depósito de máscaras ao longo da vida!). A sorte - e até mesmo o privilégio, ouso dizer - é que a minha casa era, em verdade, um planeta mágico. Era minha oca, e também meu reinado. Na minha casa, as máscaras ficavam na porta da rua e eu podia construir sim minha realidade, inventando - com sabores e dissabores, alegrias e dores, aquilo que enquanto criança precisava para ser feliz.
A medida que cresci, fui percebendo que essas coisas sempre aconteceriam: por um determinado momento, meu mundo interno era a igreja Protestante. Da mesma maneira, muitos me repreendiam - porque repreender não se faz apenas com palavras, se faz com olhares, com suspiros, com gestos - ou então, muitos não compreendiam. Nesta época, agora era na minha casa em que eu tive que aprender o que falar. Só poderia falar algumas coisas (não porque fui proibida, mas simplesmente por não me sentir compreendida). A igreja, a casa das amigas evangélicas, passaram a ser o refúgio dos pensamentos contidos.
Tantas coisas mudam. Nunca me imaginei evangélica. Mas fui, e durante esse tempo, foi maravilhoso. Até hoje não consigo encontrar pontos que realmente me convençam de que tenha sido algo negativo. Mas como tudo muda, a gente amadurece. E assim foi... hoje não consigo me enxergar mais nessa doutrina.
Mas lembrando, é o eterno ciclo: uma coisa vem, vai, outra aparece. E assim como os planetas giram em torno do Sol, nossos mundos vão girando em torno de nós. E vão encontrando lugares que possam ser compartilhados. Compartilhados? São tantos os viajantes! Será que alguém realmente já esteve só?
Desabafinho
Tu chegastes assim
de superfície
límpida, clara, transparente
Que nem me importei com o inverno
Não fazia calor
Nem tampouco a vontade de muito me movimentar
Estava em falta qualquer indício de que
em breve, eu me interessaria em mergulhos...
Mas chegastes assim
suavemente...
E queria eu não falar de estações
que difícil para mim essa coisa
de não falar da natureza
Mas sim, Marujo...
Quis mergulhar. Em pleno inverno
Quis lavar o corpo e a alma
quis nadar nesse mar de estrelinhas
que tanto brilham, quando meus olhos se fecham
Esporte novo...
Mal mergulhei, e um emerge um impulso a saltar
querer subir cada vez mais alto,
para saltar ora de cambalhotas, ora de braços abertos
Saltar assim, amiúde, mas cada vez mais junto
mais profundo...
Eu, que sempre fui dos esportes radicais,
raríssimas vezes temi o desafio!
E agora, por deveras, tenho de encarar
o medo que bate a porta, me ameaçando a capacidade
"que é você? que é que tem?"
Eu tenho coragem, tenho vontade...
Também gosto muito de cuidar da mãe Terra,
portanto, quero é poder cuidar desse lago tão límpido
que me presenteou tanta transformação
De mais, nunca de menos, tenho o que tenho: amor
E é isso!
Seja a nado livre, seja de barquinho,
ao som de ondas, tempestade ou violão
A vida, que muito estava me convidando a pensar
questionar, e repensar os rumos
Tem convidado novos passageiros,
Tem querido discutir as rotas
Não sei bem quais são os destinos
Mas sempre aprendi que as estrelas - aos iniciados,
aos que compreendem os sinais da Imensidão
sempre indicaram o caminho...
Descobrir em você, toda essa constelação
Me fez perder a pressa de me achar
Quem sabe são as tuas estrelas que indicarão o caminho...
E não é um poeminha, nem é um poemão!
É um desabafo mesmo, desses do coração
Que tava todo apertado, todo cheio de emoção
E com um cadinho de medo, tentando dar vazão
de superfície
límpida, clara, transparente
Que nem me importei com o inverno
Não fazia calor
Nem tampouco a vontade de muito me movimentar
Estava em falta qualquer indício de que
em breve, eu me interessaria em mergulhos...
Mas chegastes assim
suavemente...
E queria eu não falar de estações
que difícil para mim essa coisa
de não falar da natureza
Mas sim, Marujo...
Quis mergulhar. Em pleno inverno
Quis lavar o corpo e a alma
quis nadar nesse mar de estrelinhas
que tanto brilham, quando meus olhos se fecham
Esporte novo...
Mal mergulhei, e um emerge um impulso a saltar
querer subir cada vez mais alto,
para saltar ora de cambalhotas, ora de braços abertos
Saltar assim, amiúde, mas cada vez mais junto
mais profundo...
Eu, que sempre fui dos esportes radicais,
raríssimas vezes temi o desafio!
E agora, por deveras, tenho de encarar
o medo que bate a porta, me ameaçando a capacidade
"que é você? que é que tem?"
Eu tenho coragem, tenho vontade...
Também gosto muito de cuidar da mãe Terra,
portanto, quero é poder cuidar desse lago tão límpido
que me presenteou tanta transformação
De mais, nunca de menos, tenho o que tenho: amor
E é isso!
Seja a nado livre, seja de barquinho,
ao som de ondas, tempestade ou violão
A vida, que muito estava me convidando a pensar
questionar, e repensar os rumos
Tem convidado novos passageiros,
Tem querido discutir as rotas
Não sei bem quais são os destinos
Mas sempre aprendi que as estrelas - aos iniciados,
aos que compreendem os sinais da Imensidão
sempre indicaram o caminho...
Descobrir em você, toda essa constelação
Me fez perder a pressa de me achar
Quem sabe são as tuas estrelas que indicarão o caminho...
E não é um poeminha, nem é um poemão!
É um desabafo mesmo, desses do coração
Que tava todo apertado, todo cheio de emoção
E com um cadinho de medo, tentando dar vazão
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Trabalhar (se)
Destas coisas que são indescritíveis mas, de tanta profundidade, fazemos tanta questão em tentar compartilhar: Todas as manhãs, antes do lanche das crianças, fazemos uma roda rítmica que sempre termina com todos nós deitados, "dormindo ou descansando". Como a criança é pura imitação, sempre deito junto, e depois que aquele silêncio chega, levanto-me e vou "acordando" uma a uma. Mas hoje demorei um pouquinho mais. Fiquei deitada mais o que fico normalmente. É que estava lá, deitada, e depois de alguns minutinhos sinto um afaguinho. Era uma de minhas alunas chegando como um gatinho e deitando sob meu peito. E depois, chegou outra, e deitou-se em meu braço. E aí fecharam os olhos. E nós fechamos. Fez-se um silêncio, e o tempo se perdeu. Este que corre atrás de mim incessantemente, de repente, perdeu-se... As duas alí, mergulhadas em acolhimento e tranquilidade, me fizeram a Professora, Mulher, Profissional, Mãe, mais completa e grata neste mundo. Estes dias, fazendo um trabalho terapêutico com outro aluno, que envolvia uma brincadeira e um teatrinho especialmente para ele, sou surpreendida com beijinho repentino. Um aluno que não costuma dar beijos e abraços. Mas foi um ato tão volitivo, tão rápido, que saltou-lhe de sua boquinha um beijo e logo ele se corou todo, riu e tentou se esconder.
Trabalhar com crianças de 3 a 6 anos, numa Pedagogia que oferece um ambiente sagrado para o Ser Criança e para o floreSer, é ter a oportunidade diária de purificar-se.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Sítio Vale das Cabras
Neste final de semana até o Sol brilhou diferente!
Depois de dois dias chuvosos,
as plantas dançaram ao som do vento
saudando a água benta que caiu!
E nestes solos tão férteis, tão abençoados,
ideias e sonhos foram semeados...
Podem chegar, que num porvir nada distante
Todos poderão participar desta colheita:
Brota, no sítio, a educação ambiental sensível,
artística, crítica, viva!
Sejam bem-vindos!
Depois de dois dias chuvosos,
as plantas dançaram ao som do vento
saudando a água benta que caiu!
E nestes solos tão férteis, tão abençoados,
ideias e sonhos foram semeados...
Podem chegar, que num porvir nada distante
Todos poderão participar desta colheita:
Brota, no sítio, a educação ambiental sensível,
artística, crítica, viva!
Sejam bem-vindos!
sábado, 7 de maio de 2016
Troca Poética
" I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn't the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then." - Clarissa Vaughn speech, The Hours (2012)
Troca Poética
Canto Dos Índios
Celelê e TaliliCompositor: Celise Melo / Tony Babalu
[para ouvir: http://www.vagalume.com.br/
Nessa mata ainda virgem,
Sob a luz do luar,
Ouço um canto tão lindo,
Que não pode acabar.
Pescadores de sonhos,
Defensores da vida,
Eles dançam em roda
Pra celebrar.
Vivem juntos na tribo,
Tomam banho no rio,
Cantam pra vir a chuva
E a terra molhar
Os pés descalços
Há muito tempo,
Vivem aqui.
Hu, hu, hu, hu, hu
Hu, hu, hu, hu, hu
Tupi-Guarani!
(2X)
Tupi-Guarani!
Sob a luz do luar,
Ouço um canto tão lindo,
Que não pode acabar.
Pescadores de sonhos,
Defensores da vida,
Eles dançam em roda
Pra celebrar.
Vivem juntos na tribo,
Tomam banho no rio,
Cantam pra vir a chuva
E a terra molhar
Os pés descalços
Há muito tempo,
Vivem aqui.
Hu, hu, hu, hu, hu
Hu, hu, hu, hu, hu
Tupi-Guarani!
(2X)
Tupi-Guarani!
Outros sons:
A floresta canta (escute só que joias!):
http://www.editorapeiropolis.
Troca Poética
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
(Sérgio Bittencourt)
Recebido 07/05/2016
sábado, 26 de março de 2016
Dia de nuvem no céu
Amanheceu e o céu custou a colorir-se. Ela vestiu o azul
forçado para deixar o nublado para lá. Mas o cinza insistiu e foi deixando todo
o dia em tons de cinza. Eis que depois do poente a tempestade se achegou. Foi
tanta água caindo que na grande poça formada, ela encontrou-se. O reflexo do
espelho trazia muitos flashes – raios de memória. Chovia pra aguar aquele
terreno seco que havia se consolidado. Os raios anunciavam o que a seca
causara. Ao se observar sentiu a aridez
bruta instalada naquele terreno vermelho que pulsa no peito. Mas a chuva forte, lavando
os tons de cinza, fazia um barulhinho anunciando o despertar daquelas partículas que
chegavam junto dos raios solares ao chão. "Tem de cultivar a terra, tem de fazer tudo
isso crescer. Não dá pra deixar toda aquela terra boa perder-se não". Era alguma voz a sussurrar em seu ouvido. Finda
tempestade, a poça desmanchou-se para encontrar os lençóis freáticos. Ela, a
este exemplo, fim de dia, busca também teus lençóis do sono profundo,e já então volta a cultivar-se.
Toda tempestade, apesar de assustadora, é bênção de terreno árido.
https://www.youtube.com/watch?v=wMXVw2yOL2E&list=PLnQ4cjcODHBApxqGocZFtBU4jrcJC5XJP
sábado, 8 de agosto de 2015
Do que fazemos com nossa aventura
Queria saber se existem pessoas as quais a vida não se compara
a uma montanha russa. Será que é esse meu espírito aventureiro que me coloca
nesta constante sensação? E assim se faz: sobe, sobe, sobe. A expectativa
aumenta, a adrenalina e o prazer do que está por vir, a alegria eufórica da
aventura posta. Lá no pico, o medo. A instabilidade. E pronto: toda aquele
looooooooooongo trajeto (no qual até o Tempo Rei passa a ser súdito e perde tua
efetiva realidade) de repente cai. Desce, desce, desce. O coração dispara. Salta.
Quase que saltamos nós, mas eis a sorte e o prazer da montanha-russa: não
podemos saltar. Todo nossa radicalidade se maquila na segurança que nos trava.
Essa
segurança que nos trava! É disso que fazemos nossa vida a montanha-russa.
Porque algo sempre nos circunda e nos faz tentar quantificar as possibilidades
de sucesso e de erro. Não consigo fazer nada pelo fel prazer de se viver. É que
a engrenagem da minha montanha russa é a mesma que a que move a sociedade.
Ainda não consegui inventar um maquinário próprio, diferente. Só consegui ousar
a lubrificar minha engrenagem com outros lubrificantes que não os usados normalmente
– aliás, se quer são apresentados. Conheci dessas pessoas que ousaram a inventar
lubrificantes e tornaram a engrenagem outra: a vida tem andado mais suave, é um
outro deslizar. Destes que me apresentaram outras possibilidades de hidratar o
sistema, pude reconhecer outras maneiras de sentir essa cotidiana aventura.
Enquanto
não consigo produzir esse tal lubrificante que me permita experimentar integralmente
as satisfações e sensações cotidianas, preciso é me dedicar. Cuidar da respiração:
nossa capacidade de observação, compreensão e criação é proporcional à nossa
capacidade de mantermos nossa respiração constante, tranquila.
É que da
experiência da subida, da descida, ou ainda do topo e também do sopé, sempre
falam das observações externas: raras vezes nos falam do que acontece dentro.
Não se menciona a respiração, nem sequer o coração. Até que ele repentinamente
pare, a respiração acabe. Por isso que eu quero fazer minha engrenagem
funcionar diferente. Não é que não gosto de minhas aventuras, das subidas e
descidas. Só quero cuidá-la a partir do que acontece dentro. Evitar estes
desgastes.
Se é que a
vida é mesmo essa tal montanha-russa…
sábado, 16 de maio de 2015
Da preferência matinal, compreendi.
Hoje, ao acordar, ouvi o silêncio da
aurora sendo encantado pelo piar dos pássaros. E nem meia horinha depois, o céu
recebendo aquele círculo de cor quente ainda pastel, que ainda dava pra se admirar sem ter de apertar os olhos.
Resolvi então lavar a roupa, e ainda acompanhada só da melodia passarinhal eu
me peguei escolhendo qual roupa deveria pendurar lado a lado, tentando deixar o
varal mais colorido possível (e não é que toda vez que lavo roupa um arco-íris aparece
eu meu varal? Só eu que gosto de combinar as cores? Adoro lavar roupas
aspirando este momento…). Logo foram aparecendo outros timbres na melodia, uma
voz aqui, um latido ali… Hoje eu tava para prestar atenção nessas pequenezas
que nos fazem sentir feliz e nem sabemos o que é… que de tão efêmero, se não
prestamos atenção, logo se perde, se vai…
Aproveitei a sintonia e fui cuidar das
plantas. Procurar pelas ferramentas que saíram trabalhar em outras hortas e não
voltaram, pegar a palha seca pra colocar na compostagem. A outra leira já tinha baixado e resolvi peneirar, o adubo
pretinho que só, cheio de baratinhas minhoquinhas e outras pequenininhas que
vivem lá. A lua minguante, quase nova, sugere-nos podar as verdinhas.
Aproveitei que peneirei a terra, e refiz todos os vasos. Todas bonitinhas,
felizes por esse adubo fresquinho. Também descobri que a zedoária se enroscou
toda na araruta, e por isso que tava aquela miscigenação toda das folhas! Que
lindeza o bege-azul dessa tal de zedoária, viu! E o cheiro que mistura cânfora
e alecrim, ai, que prazeroso é despertar nossos sentidos!
Tanta coisa gostosa e nem meio dia era.
Em meio dia fiz tanta coisa e com tal esmero que nem podia acreditar. É a gema
sempre latente do auto cultivo. E aí que fui me apercebendo de meus prazeres e
gozos. E me perguntei: quais será os prazeres das pessoas que não cultivam
plantas, ou não se atentam nas cores das roupas do varal, ou mesmo que ficam matutando
em quais ervinhas dariam um chá de deliciar o paladar e esquentar o coração?
Pensei ainda se existia felicidade onde não tem lápis de cor, giz de cera,
poesia ou melodia.
De tanto observar, trabalhar e pensar o
Sol começava a sua despedida, e fui tratando de podar o arbusto, rearranjar os
vasos, varrer a área, ajudar a pombinha machucada, guardar as ferramentas,
guardar o arco-íris no guarda-roupas e, nossa, o que mais? Meu coração
regozija-se com tantas suti(be)lezas!
E foi agora pouco, tomando banho, que
compreendi a minha inerente disposição para acordar sempre tão cedinho, meu
contentamento por conseguir escolher dormir cedo a sair pela madrugada… Se opto
pela madrugada à alvorada, poderia eu trazer o arco-íris ao meu varal?
Trabalhar com a terra, mexer na horta, manusear as ferramentas? Poderia eu me
atentar nas flores, na intensidade dos tons, ler um livro sentada em qualquer
lugar sem me preocupar com a eletricidade? Jamais desmerecendo o brilho das estrelas, a
sensualidade da Lua, nem o chamado das corujas! Mas me assumindo enquanto
mulher do Sol, e amante da Lua!
quarta-feira, 25 de março de 2015
Minha melodia
Tão completa quanto posso
dia-a-dia ser maior.
SOL maior. Nunca dó.
De todas as notas que existem
As que me deram sentido
Sustenido são
E mesmo quando dó, lá menor,
Me fiz sempre crescente
Reflito, atenta
E de meus pensamentos
ouço a melodia.
O reflexo, vibrante
Ressoa uma delicada harmonia
Dos altos e baixos,
Dos tons e semitons,
Não quero notas dadas
Quero sensações, sorrisos
Que me façam canção.
dia-a-dia ser maior.
SOL maior. Nunca dó.
De todas as notas que existem
As que me deram sentido
Sustenido são
E mesmo quando dó, lá menor,
Me fiz sempre crescente
Reflito, atenta
E de meus pensamentos
ouço a melodia.
O reflexo, vibrante
Ressoa uma delicada harmonia
Dos altos e baixos,
Dos tons e semitons,
Não quero notas dadas
Quero sensações, sorrisos
Que me façam canção.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Para não perder. Texticulos.
Trans-bordo cores
Trans-passo
amores
Arco-íris!
~
É ser assim
essência,
na terra,
minha ciência
da insenescência
da consicência
e do Sol, e de Gaia,
toda a força, justiça
sapiência
paciência
~
Andante e curiosa.
Que será que o o futuro lhe reserva?
O rio que nos levava bifurcou...
Minha canoa segue caminhos incríveis
inimagináveis
Sorrio, porque gosto do novo.
Mas de novo, transbordam in-certezas
Levo comigo vasos
Nas raízes, boas lembranças
Meu caule enxertado
As flores hoje tem origens diferentes
Seu cheiro e seu efeito,
Amansa, descansa...
Canoa, canoa
Tempo de tempestade é de(s)esperar!
Me leva, enfim, para o mar porque lá
Janaina é o que há
nessa menina imensidão.
~
No descanso e no descaso, no nadismo
Observando, imaginando, sonhando
Eis que chegam milhares de informações
goticulas fotons ares
Saberes
Iluminaaaaaaaares
Recebo-te ó universo, em mim!
~
é tanta mistura que misturo tudo e encontro,
dos pretéritos e dos futuros
presente recomeço...
detalhes.
~
Meu maracatú faz minha trilha, meu amor faz meu andar.
O trabalho, que grandeza, o trans-pirAr
~
de tanto colorido,
perdeu a cor e tom
resta-me o pedido de luz
~
Do cíclico e do círculo viemos, a mandala nos faz.
Do átomo, da célula, das órbitas...
Toda criação tem uma reação, e toda reação atinge uma criatura
Nas idas e vindas dos fios, nossas próprias re'inflexões tecidas...
Olho pra ti, pra olhar por mim
Olho Divino
~
Mãorrom
Pérrom
Da Terra eu vim, na Terra eu sou, pra Terra eu vou
Ria da minha vida, que eu certamente rio da sua!
~
Que eu seja considerada criança pro resto da vida, enquanto considerarem que pra ser Mulher, temos que abdicar de nossa criatividade, nossa ousadia, nossa imaginação. Que eu seja considerada sonhadora enquanto não me provarem que não vale a pena viver e lutar pela arte, pela educação. Que seja dado o rótulo que for, enquanto não compreenderem que, para algumas coisas, não adianta padronizações ou classificação... é preciso sentir.
Que minha intensidade, que meu amor, que minha arte eduque, aqueça, acolha, ame, perdoe. Quero cores quentes e intensas e suas complementares suaves dando o equilíbrio, até o fim de minha vida!
Trans-bordo cores
Trans-passo
amores
Arco-íris!
~
É ser assim
essência,
na terra,
minha ciência
da insenescência
da consicência
e do Sol, e de Gaia,
toda a força, justiça
sapiência
paciência
~
Andante e curiosa.
Que será que o o futuro lhe reserva?
O rio que nos levava bifurcou...
Minha canoa segue caminhos incríveis
inimagináveis
Sorrio, porque gosto do novo.
Mas de novo, transbordam in-certezas
Levo comigo vasos
Nas raízes, boas lembranças
Meu caule enxertado
As flores hoje tem origens diferentes
Seu cheiro e seu efeito,
Amansa, descansa...
Canoa, canoa
Tempo de tempestade é de(s)esperar!
Me leva, enfim, para o mar porque lá
Janaina é o que há
nessa menina imensidão.
~
No descanso e no descaso, no nadismo
Observando, imaginando, sonhando
Eis que chegam milhares de informações
goticulas fotons ares
Saberes
Iluminaaaaaaaares
Recebo-te ó universo, em mim!
~
é tanta mistura que misturo tudo e encontro,
dos pretéritos e dos futuros
presente recomeço...
detalhes.
~
Meu maracatú faz minha trilha, meu amor faz meu andar.
O trabalho, que grandeza, o trans-pirAr
~
de tanto colorido,
perdeu a cor e tom
resta-me o pedido de luz
~
Do cíclico e do círculo viemos, a mandala nos faz.
Do átomo, da célula, das órbitas...
Toda criação tem uma reação, e toda reação atinge uma criatura
Nas idas e vindas dos fios, nossas próprias re'inflexões tecidas...
Olho pra ti, pra olhar por mim
Olho Divino
~
Mãorrom
Pérrom
Da Terra eu vim, na Terra eu sou, pra Terra eu vou
Ria da minha vida, que eu certamente rio da sua!
~
Que eu seja considerada criança pro resto da vida, enquanto considerarem que pra ser Mulher, temos que abdicar de nossa criatividade, nossa ousadia, nossa imaginação. Que eu seja considerada sonhadora enquanto não me provarem que não vale a pena viver e lutar pela arte, pela educação. Que seja dado o rótulo que for, enquanto não compreenderem que, para algumas coisas, não adianta padronizações ou classificação... é preciso sentir.
Que minha intensidade, que meu amor, que minha arte eduque, aqueça, acolha, ame, perdoe. Quero cores quentes e intensas e suas complementares suaves dando o equilíbrio, até o fim de minha vida!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Vivi
"Eramos
Tínhamos
Comprávamos
Conquistávamos"
Páro.
Reflito.
Observo-me.
O que tem no reflexo?
Sorrisos
Conquistas
Encontro, no olhar
toda a riqueza do mundo
de seu mundo
Tínhamos
Comprávamos
Conquistávamos"
Páro.
Reflito.
Observo-me.
O que tem no reflexo?
Sorrisos
Conquistas
Encontro, no olhar
toda a riqueza do mundo
de seu mundo
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Que frio!
Um chá bem quente e meias. O frio me faz assim: incerta e insatisfeita. Não sei o que mais fazer para esquentar: não importa o quão quentinha eu fique, minhas mãos e pés sempre estarão gelados. Tá, nem sempre, mas predominantemente. O pé a gente resolve, coloca mais meias e aí fica tudo bem. A mão? Esquece. A vontade é não fazer nada e ficar com elas enroladas debaixo do cobertor. Ou ficar esfregando uma na outra e baforando aquele arzinho quente que sai de dentro da gente - quem nunca???
A insatisfação logo se resolve quando a gente tem um carinho e um cafuné junto - da gente, não junto os dois, carinho E cafuné. Pode ser um ou outro. Nem sempre a gente consegue o cafuné, então eu me contento com o carinho: uma boa música, uma comidinha especial... Aquele docinho feito em casa, aquela fruta fresquinha de aguar a boca! São carinhos pra nossa alma...
Já a incerteza, ah! A única coisa certa é que ela sempre estará presente... Queria saber de onde surgiu tanto -in- nessa vida. Incerteza, insegurança. Esta é mais difícil fazer sumir do que o frio nas mãos! E a temperatura é inversamente proporcional ao grau de nostalgia e a vivência da angústia do "que será de mim amanhã, meu Deus?!" Mas tudo bem. Tenho aprendido grandes lições com a vida!
A primeira delas: o que tiver de ser, será. Não fiquemos parados porque não queremos perder a viagem! Mas não acelere, porque o presente da vida é admirar os caminhos, a paisagens. E compartilho com você que tá na busca por seu caminho: nossos sentidos nos enganam. Tente prestar atenção naquilo que você nem imagina que existe. É bizarramente estranho isso, considerando que se não existe, não temos como observar. Mas quando abrimos nosso Portal, e começamos nosso caminho... Se tivermos este desejo, o que tiver de aparecer, aparecerá. Podemos compartilhar estas experiências depois... Posso falar sobre o verde das árvores. O verde vibrante do Reino Vegetal!
Mas sobre as lições: também tenho aprendido que por mais que neguemos, que não acreditemos, que desconfiemos: nós SABEMOS o que queremos dessa vida! Sabemos exatamente quais são os caminhos que queremos seguir, as companhias que queremos ter, o alimento que queremos nos nutrir. Mas é muito, muito mais simples se jogar no velho "estou confusa, tenho medo das escolhas, e se não for isso?!" do que assumir a responsabilidade por nossas escolhas. Ainda mais quando não nos reconhecemos plenamente num ambiente - aí o desconforto é total. Somos vistos como estranhos ou sem domínio de nossas emoções e sentimentos. E perpetuamos esse desencontro ao não nos assumirmos enquanto nossos desejos e convicções profundas!
É, mas a mais clichê de todas as lições é: a vida não é fácil! Que isso, minha gente. Não é fácil mas também não é difícil não. Basta se colocar nos trilhos e continuar, esse trem vai longe!
Espero que minha viagem continue me mostrando maravilhosas paisagens, apresentando figuras inesquecíveis e grandiosas. Espero continuar contribuindo com Animo, contribuindo para a alma das pessoas, dos animais, das plantinhas. E que meu vagão seja referência de paz, de esperança, e que nunca saia dos trilhos.
O frio nos deixa melancólicos, pensativos, e até mesmo preguiçosos. Tendemos a usar o frio pra fugir de nossas próprias aflições e questionamentos. Não precisamos estar no zero absoluto para que congelemos - congelar muitas vezes é a solução mais próxima. Pois que eu, você, que todos nós, façamos sublimar todo o gelo que nos limita!
A insatisfação logo se resolve quando a gente tem um carinho e um cafuné junto - da gente, não junto os dois, carinho E cafuné. Pode ser um ou outro. Nem sempre a gente consegue o cafuné, então eu me contento com o carinho: uma boa música, uma comidinha especial... Aquele docinho feito em casa, aquela fruta fresquinha de aguar a boca! São carinhos pra nossa alma...
Já a incerteza, ah! A única coisa certa é que ela sempre estará presente... Queria saber de onde surgiu tanto -in- nessa vida. Incerteza, insegurança. Esta é mais difícil fazer sumir do que o frio nas mãos! E a temperatura é inversamente proporcional ao grau de nostalgia e a vivência da angústia do "que será de mim amanhã, meu Deus?!" Mas tudo bem. Tenho aprendido grandes lições com a vida!
A primeira delas: o que tiver de ser, será. Não fiquemos parados porque não queremos perder a viagem! Mas não acelere, porque o presente da vida é admirar os caminhos, a paisagens. E compartilho com você que tá na busca por seu caminho: nossos sentidos nos enganam. Tente prestar atenção naquilo que você nem imagina que existe. É bizarramente estranho isso, considerando que se não existe, não temos como observar. Mas quando abrimos nosso Portal, e começamos nosso caminho... Se tivermos este desejo, o que tiver de aparecer, aparecerá. Podemos compartilhar estas experiências depois... Posso falar sobre o verde das árvores. O verde vibrante do Reino Vegetal!
Mas sobre as lições: também tenho aprendido que por mais que neguemos, que não acreditemos, que desconfiemos: nós SABEMOS o que queremos dessa vida! Sabemos exatamente quais são os caminhos que queremos seguir, as companhias que queremos ter, o alimento que queremos nos nutrir. Mas é muito, muito mais simples se jogar no velho "estou confusa, tenho medo das escolhas, e se não for isso?!" do que assumir a responsabilidade por nossas escolhas. Ainda mais quando não nos reconhecemos plenamente num ambiente - aí o desconforto é total. Somos vistos como estranhos ou sem domínio de nossas emoções e sentimentos. E perpetuamos esse desencontro ao não nos assumirmos enquanto nossos desejos e convicções profundas!
É, mas a mais clichê de todas as lições é: a vida não é fácil! Que isso, minha gente. Não é fácil mas também não é difícil não. Basta se colocar nos trilhos e continuar, esse trem vai longe!
Espero que minha viagem continue me mostrando maravilhosas paisagens, apresentando figuras inesquecíveis e grandiosas. Espero continuar contribuindo com Animo, contribuindo para a alma das pessoas, dos animais, das plantinhas. E que meu vagão seja referência de paz, de esperança, e que nunca saia dos trilhos.
O frio nos deixa melancólicos, pensativos, e até mesmo preguiçosos. Tendemos a usar o frio pra fugir de nossas próprias aflições e questionamentos. Não precisamos estar no zero absoluto para que congelemos - congelar muitas vezes é a solução mais próxima. Pois que eu, você, que todos nós, façamos sublimar todo o gelo que nos limita!
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Amor ma'mão
Na mão, mamão
Ou melhor: Mamoa
pois veja que boa!
Cheia de sementes,
Gravidinha!
Pra tu que não entendeu
Fique logo sabendo:
Tem mamão fêmea e macho!
Pergunte pro seu pai,
melhor ainda pra sua avó:
"Porque tem mamão sem semente?"
Mas olhe lá, se atente,
Tem gente que diz "não pode comer"!
Eu já comi! E nem piriri deu,
Cuida do teu, experimenta!
Ou melhor: Mamoa
pois veja que boa!
Cheia de sementes,
Gravidinha!
Pra tu que não entendeu
Fique logo sabendo:
Tem mamão fêmea e macho!
Pergunte pro seu pai,
melhor ainda pra sua avó:
"Porque tem mamão sem semente?"
Mas olhe lá, se atente,
Tem gente que diz "não pode comer"!
Eu já comi! E nem piriri deu,
Cuida do teu, experimenta!
terça-feira, 27 de maio de 2014
Lá pro amar
Andante e curiosa.
Que será que o o futuro lhe reserva?
O rio que nos levava bifurcou...
Minha canoa segue caminhos incríveis
inimagináveis
Sorrio, porque gosto do novo.
Mas de novo, transbordam in-certezas
Levo comigo vasos
Nas raízes, boas lembranças
Meu caule enxertado
As flores hoje tem origens diferentes
Seu cheiro e seu efeito,
Amansa, descansa...
Canoa, canoa
Tempo de tempestade é de(s)esperar!
Me leva, enfim, para o mar porque lá
Janaina é o que há
nessa menina imensidão.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Vômito matinal.
Entupida. Tento lavar minha alma mas me intupo toda. Estupida.
Escancarada. Introspecção é meu maior desafio. Carecida.
Perdida. Tento encontrar um conforto mas nem me encontro. Entristecida.
Escancarada. Introspecção é meu maior desafio. Carecida.
Perdida. Tento encontrar um conforto mas nem me encontro. Entristecida.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Conectando...
De gota em gota
preenche-se o vazio
Escorre os pensamentos cheios de nada
Contra corrente, correnteza me faço
Vou deixando a maré levar
Deságuo
Mistura de calor e emoção
Confunde-me as inteligências outras
tantas, opostas
Dispostas a afundar.
Apostas para acabar
Ah...
Para quem se acha bom marinheiro
quero ver navegar pela internet, sair são
e não sair só.
preenche-se o vazio
Escorre os pensamentos cheios de nada
Contra corrente, correnteza me faço
Vou deixando a maré levar
Deságuo
Mistura de calor e emoção
Confunde-me as inteligências outras
tantas, opostas
Dispostas a afundar.
Apostas para acabar
Ah...
Para quem se acha bom marinheiro
quero ver navegar pela internet, sair são
e não sair só.
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